domingo, 4 de julho de 2010

Haicai

Parece fácil e simples. Uma brincadeira. Três versos sem rima que retratam um instante. Uma fotografia escrita de um momento, de um lugar. Apenas três versos, mas que em poucas palavras devem dizer o suficiente.


A origem do haicai é o Japão. Contudo, o pequeno poema japonês ganhou o mundo e alcançou o Brasil. O interesse pelo haicai, dentro e fora da comunidade japonesa, leva poetas como Alice Ruiz e Cláudio Daniel a oferecerem oficinas onde tentam ensinar a essência poética e um pouco de sua história. Também é grande o número de pessoas que se reúne por meio de associações para estudar e fazer haicais em sua forma mais tradicional. É o caso do Grêmio Haicai Ypê, que organiza reuniões e encontros em São Paulo.

O haicai, assim como outras formas de poesia - por exemplo, o soneto -, tem regras. No Brasil, ao longo dos anos, ganhou algumas variações. Em sua forma tradicional, o haicai japonês é um poema composto de 17 sílabas distribuídas em três versos. O primeiro deve conter cinco sílabas, o segundo sete e o terceiro, novamente, cinco. O haicai não tem rima nem título. A referência à natureza está sempre presente no uso de uma palavra, o termo de estação, chamada kigô em japonês, que remete às estações do ano. Aqui, apesar da indefinição ou das diferenças territoriais que marcam as estações, muitos haicaístas brasileiros mantêm o uso do kigô. Há haicais para cada estação do ano.

Um exemplo belíssimo de Haicai são as poesias de Alice Ruiz:

"amigo grilo
sua vida foi curta
minha noite vai ser longa"

(Alice Ruiz)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Castelo Zé do Monte



O site Solto na cidade postou um texto de André Mota sobre o Castelo Zé do Monte e nós que fomos criadas pelas redondezas do castelo, na cidadizinha mais atemporal que eu conheço, não poderiamos deixar de divulgar.

O monumento foi construído no ano de 1953 por Francisco Quitiliano e em 1983 foi vendido para Zé do Monte que ate hoje cuida da construção e faz reformas constantemente. Anteriormente Zé morava no próprio castelo. Hoje ele mora numa casa ao lado construída em cima de uma grande pedra. A visita é aberta ao publico de segunda a domingo ao custo de R$ 5,00 por pessoa.

A lenda local diz que o castelo foi construído com intuito de adoração a o deus da pedra e que ao entrar em alguns espaços construídos com uma certa peculiaridade(espaço com menos de 1,50 m que só é possivel passar de cabeça baixa ou inclinado) o visitante involuntariamente reverência o tal deus.

Lendas a parte, asseguro que é uma bela aventura, e que o visual no topo do castelo é lindo. Vale muito conferir.

apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme

terça-feira, 22 de junho de 2010

A bailarina e o Astronauta

Hoje trago pra vocês um historinha em quadrinhos.. a história de um amor que não deu certo.














Estes quadrinhos foram feitos por Andrey Lourenço e Cia. Quem quiser seguí-lo: www.twitter.com/andreylourenco